sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sexta-feira, 30 De setembro de 2011.
Os dias passam como as batidas dos segundos no relógio, e eu que parece ter sido ontem aspirava ser maior de dezoito anos, hoje cá me encontro às vésperas de completar trinta e nove. Casei-me, constituí família com quatro filhos maravilhosos que são a minha vida e a minha vontade de viver, para poder assegurar-lhes uma vida e um futuro melhor que o meu, para assim que eu ficar para trás no meu tempo, eles tenham condições de seguir suas vidas sem que haja minha mão para em seus momentos de insegurança poder ampará-los. Os conselhos a vivência e a experiência dos pais, quando gravadas na memória dos filhos, lhes servem muito de esteio para as desilusões da vida. Como hoje me sirvo das experiências e situações vividas por meu pai em sua trajetória de vida, nas quais em muitas delas fui participante ativo, salvo aquelas pelo qual ele passou bem antes de minha existência ou consciência de vida. Meu pai foi mais que um pai e que um amigo; foi meu grande companheiro. Sabe Deus a falta que ele hoje me faz, mas sua lembrança e sua história de vida me dão força pra continuar lutando, pois ele me ensinou a jamais desistir de meus sonhos. Resolvi criar este blog para registrar alguns acontecimentos de minha vida nos dias atuais,bem como lembranças de minha infância, adolecência e trajetória de vida até agora, a fim de desabafar e colocar para fora as angústias que me cercam dia a dia. Casei-me, para ter uma adjuntora como diz as escrituras sagradas, entendo por adjuntora uma pessoa em que se pode contar para desabafar e dividir ou amenizar a carga das responsabilidades, aquela que quando você está caindo te ampara e vice e versa. Porém, infelizmente, não posso contar com isso e na maioria das vezes me sinto só e desamparado. Já não sei mais o que sou ou o que represento para essa mulher. Sei que faço tudo que está dentro das minhas possibilidades para poder dar a ela e a meus filhos uma vida mais digna e com mais qualidade de vida, mas parece que sempre estou fazendo menos do que devo ou do que posso, pois nunca a tenho por satisfeita com meus atos, sejam esses os mais admiráveis e ousados, ou dignos de serem louvados.